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Escolher sofrer

Nossa, miga. Tá louca?

Aposto que foi isso que você pensou né? Talvez esteja sim mas o causo é o seguinte: tempos atrás, passeando pela livraria, me deparei com um título no mínimo interessante: A sutil arte de ligar o foda-se.

Talvez você já tenha ouvido falar nesse livro pois teve um ótimo índice de vendas. Sim, é mais um livro de auto ajuda. Não sei qual o preconceito que as pessoas tem com livros de auto ajuda.

Comprei esse livro numa época em que eu estava num relacionamento que não era lá o que eu realmente queria pra minha vida. Aliás, nem posso dizer que foi bem um relacionamento.

Conheci o famosinho (vou chamá-lo assim por ele ser muito bem relacionado) através de amigos em comum. Eu nem tava muito a fim de ficar com alguém naquela época, mas já que rolou bora ver no que dá. Aviso: nunca façam nada na base do “bora ver no que vai dar isso aí” porque pode dar muita merda, taoquei?

Não demorou muito pra eu entender onde eu tinha amarrado me jegue. O cara era meio ogrão, do tipo que fala alto na mesa do bar mas tinha um coração imenso. Acho que foi isso que me atraiu nele. Eu tava num período de carência extrema e isso afeta muito nosso julgamento com relação às pessoas, principalmente parceiros em potencial.

Bom, voltando lá no livro. Eu o comprei e devorei em uns três dias. Sabe aquele livro que fala tudo o que você já sabia mas que você precisava ler? Às vezes a gente precisa de algumas validações na vida. A gente já sabe o que fazer mas precisa de alguém que valide o que sabemos e o que queremos. Qualquer semelhança com um coach é mera coincidência.

Eu li algo muito interessante sobre sofrimentos. O autor diz que na vida a gente vai sofrer mesmo. A gente sempre sofre, o sofrimento é inevitável e tentar evitá-lo só nos causa mais transtornos. Mas nós temos o poder de escolher pelo o que queremos sofrer. Quer um exemplo? Alguém que quer um corpo definido — quem não quer? Pra chegar num resultado você vai precisar gastar horas numa academia, suando, queimando calorias, malhando os músculos, fazendo dietas, evitando açúcares e lipídios. Há quem ache isso bom. Olha que sofrimento minha gente! Suor, dores, privações pra se chegar no resultado ideal. Deus me livre, mas quem dera!

É aí que tá o poder de escolha. Eu realmente quero um corpo definido? Isso vai me fazer bem? Se a resposta for sim terei de pagar o preço. Não há outra forma de se alcançar um objetivo sem que se tenha que passar por momentos de dor. Precisa de um diploma pra conseguir aquela promoção no seu trabalho? Pois terá que encarar anos de estudo, noites mal dormidas e um maldito TCC pra conseguir. Acredite, é mais sofrido do que live da Marília Mendonça em plena quarentena depois de levar um fora do crush. Mas no final você entende que o sofrimento é benéfico, em certa medida.

Quando eu li isso foi como se o céu se abrisse sobre a minha cabeça. Qual era o meu problema? Eu estava ligada a uma pessoa a qual eu não queria estar. Por que não terminar, então? Eu estava emocionalmente presa. Estava vulnerável, carente e ele, na medida do possível, sanava esse meu problema. Mas era um problema que acabou por gerar outro problema: o cara já tava gostando de mim e eu, inevitavelmente, iria magoá-lo dizendo que não queria mais ficar com ele. Tá vendo como evitar o sofrimento só caga toda a situação? Você vira especialista em gerar mais confusão na vida. Então, a única opção era dar um reset. Qual era o real problema? Ficar sozinha. A solidão, pra mim, era assustadora. Mas precisei encará-la. Precisei sofrer com a ideia e a realidade de não ter alguém comigo. Para pessoas carentes isso é bem difícil. Foi sofrido mas sempre que batia a solidão e o arrependimento queria aparecer eu pensava “você precisa sofrer”. E a gente precisa mesmo. Precisamos encarar esses medos de frente e sentir a dor porque isso nos torna mais fortes. É como fortalecer seu sistema imunológico. Você injeta o agente causador do estrago no organismo para que seu sistema crie defesas para ele. Basicamente é assim que as vacinas funcionam. Por vezes, na vida, a gente precisa dessas doses de dor. Mas que tapão na fuça, ein?

E isso eu aprendi lendo um livro de auto ajuda. Logo eu que era super crítica sobre essa categoria. Que grande aprendizado! Aquelas verdades que todo mundo sabe mas precisa ouvir, nesse caso, ler. No meu caso funcionou bem e recomendo.

Beijos da titia e não se esqueçam de lavar bem essas patinhas.

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Jesus me curou

“Eu era muito sem vergonha mas Jesus me libertou”. Ouvi essa frase uns tempos atrás numa reunião de família. O povo de casa é nordestino, sangue quente, gente arretada. Religiosos também. Quero deixar bem claro que tudo bem você ter a sua religião, sua fé. Cada um escolhe sua crença. Mas algumas vezes isso atrapalha o entendimento para assuntos específicos. Sexualidade é um deles.

Primeiro ponto que quero tocar é o seguinte: em um determinado momento da vida a mulher passa por um processo chamado menopausa. É a época em que há uma queda drástica nos hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona. Nossa! Que culta! Pessoa super bem informada, né nom? Nada, eu vi tudinho no site do Dr. Drauzio Varela. Vai lá que tem bastante coisa que todo mundo precisa saber.

Pois bem, é isso o que acontece. Essa queda hormonal afeta a mulher de muitas formas, tanto físicas como emocionais – e psicológicas também. A libido despenca, a lubrificação da vagina se torna escassa. Vamos ser bem claras? Não dá tesão pra transar assim. Imagina você lá com o boy, no maior clima e não lubrifica por nada. Muitos homens não entendem e acabam achando que não estão dando prazer para a mulher, ou simplesmente acham que a mulher não está a fim.

Não gente! Precisamos entender que é um processo natural do corpo. Existem tratamentos para amenizar os efeitos da menopausa. Homens também precisam aprender sobre o assunto. A gente não precisa encerrar a vida sexual no período da menopausa achando que Jesus curou da “safadeza”. Mesmo porque não há cura para algo que não é doença, certo?

Outro ponto é exatamente esse: a demonização do sexo e o domínio sobre o corpo feminino. Qual mulher nunca se sentiu presa ao que dizem ser o certo? Qual mulher nunca ouviu alguém falar “vai sair assim com essa saia curta”? Sim meu amor! Vou sair com a saia curta porque o corpo é meu e eu o visto como quero. Mas não é bem assim que a sociedade vê.

Michel Foucault foi um importante filósofo que, entre tantas coisas, abordou sobre a sexualidade em seus 3 Volumes de História da Sexualidade. Foucault fala muito sobre as relações de poder e como elas nos trouxeram para onde estamos hoje e também nos ajuda a entender de que forma o nosso corpo feminino foi sendo moldado durante o século XIX.

Para ele o nosso corpo foi qualificado, analisado e desqualificado sendo a nossa sexualidade construída com base nos papéis de gênero da nossa sociedade. É como se o corpo da mulher tivesse sido domesticado para se adequar ao esteriótipo feminino: aquela que nasceu para gerar vida, que é delicada, fina, portanto, frágil e submissa.


Ao contrário do que se discute, falar sobre sexualidade não é um problema, pelo contrário, é um tema que vem sendo discutido já há muito tempo, mas de uma forma manipulada pelos poderes. Por exemplo: sabemos que a repressão sexual é algo que sempre foi pregado pelos nossos avós e pelos nossos pais. Uma menina que se masturbava era vista como uma aberração repleta de demônios. Mas será que realmente era?
Obviamente que não. Mas então porque nos levaram a crer que o nosso corpo feminino é do jeito que é? Porque aceitamos esse esteriótipo de feminino?


Yuval Noah Harari, autor do best seller Sapiens – Uma breve história da humanidade, nos explica que nossa espécie humana construiu, ao longo de milhares de anos, algo que ele chama de Ordens imaginadas, que nada mais é que um conjunto de mitos partilhados.
Peguemos o mito do cristianismo como exemplo. Segundo a crença cristã a mulher deve se casar virgem, ser de um único homem e se unir a ele até o último dia de suas vidas. Mas a realidade não é essa.


Sabemos que comunidades primitivas (e algumas até hoje) acreditam que os filhos são resultado do acúmulo de esperma no útero feminino. Desse modo os filhos não seriam de um único pai, mas de todos. Pais e mães que cuidam de todos os filhos, que são responsáveis por toda comunidade. Uma utopia pra nós que vivemos num país que tem mais de 5 milhões de crianças sem o nome do pai em suas certidões de nascimento.

Portanto, é um mito essa história de mulher safada. Mulher que gosta de sexo é apenas uma pessoa normal. Afinal de contas todo mundo gosta do que é bom e sexo é bom, além de fazer um bem danado.

Eu sei que é muito difícil desmistificar temas como esse, mas é pra isso que estamos aqui, pra mostrar que nem tudo é como está. Vamos parar de demonizar o sexo e achar que não podemos praticá-lo. Podemos sim e devemos! Claro, no seu devido tempo e com total consentimento de ambas as partes.

No mais, bora ser feliz minha gente, porque gente feliz não enche o saco.

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Carga mental

Já há algum tempo venho querendo falar sobre esse assunto que tanto aflige o sexo feminino. Não é um mero mi mi mi, como uns e outros gostam de falar. Há mulheres que veem certa glorificação no fato de lidarem com as tarefas do lar sem que seja necessária qualquer ajuda dos seus companheiros. Mas o fato é que carga mental é um assunto que está inserido na maioria esmagadora dos relacionamentos e isso geralmente acontece do masculino para o feminino.

Pra isso a gente precisa entender uma coisa chamada dominação masculina. Pierre Bourdieu, sociólogo francês, dissertou sobre o tema em seu livro A Dominação Masculina. Recomendo que leia, devore, estraçalhe esse livro precioso. Mas guarda ele aí, porque antes precisamos falar de outra coisa.

Você já parou pra pensar como aconteceu essa coisa toda? Porque é “normal” que o homem seja o cara machão, que trabalha fora o dia todo para suprir sua amada família, enquanto que a mulher fica em casa, cuidando do lar, dos filhos e de suas particularidades? Ok, a gente sabe que hoje a mulher também trabalha fora, se emancipou (em partes) do homem, mas os cuidados do lar ainda são atribuídos a ela, ou melhor, a nós.

Façamos uma viagem no tempo. Estamos agora no final do período Paleolítico, começo do período Neolítico. Segundo Regina Navarro Lins, em seu O livro do amor, ela diz que “As características que determinam o Paleolítico são as evidências da cunhagem de ferramentas de pedra, pau e osso. O Neolítico é caracterizado pelo incremento da agricultura e pela formação de aldeias estáveis.” Ou seja, esse foi um período em que o homem passou de caçador a agricultor. Antes desses períodos atribuía-se a mulher a “divindade” de ser mãe pois a humanidade desconhecia que o homem era parte integrante da fecundação. Acreditava-se que as mulheres tinham o poder delas mesmas gerarem, por si só, os filhos e ainda o alimento necessário para que pudessem crescer fortes e saudáveis.

Yuval Noah Harari nos diz, em seu Best Seller Sapiens: Uma breve história da humanidade, que em algumas culturas acreditava-se que os filhos eram gerados a partir do acúmulo de esperma de cada homem com quem a mulher se relacionava. Não existia a esposa do Fulano, ou o marido da Beltrana, nem o filho da Maroca. Todos eram pais e mães dos filhos, a comunidade era igual.

Poderíamos até achar que houvesse algum tipo de dominação por parte do feminino, mas não. A igualdade reinava entre homens e mulheres.

Pois bem, com a evolução e a observação, o homem passou a cultivar sementes e criar gado. É aí que tá o pulo do gato. O homem começou a perceber que as ovelhinhas que não ficavam juntas dos carneirinhos não geravam filhotinhos. Daí pra ligar os pontos foi um passinho. Costumo dizer que foi aqui que começou a putaria toda. Homens, causando desde o Neolítico.

Pronto, a partir desse ponto instalou-se aquilo que a gente chama de patriarcado, uma sociedade regida pelo masculino. A demanda a partir desse momento era que as mulheres deveriam assegurar a ordem do lar, enquanto os homens cuidavam de trabalhar a terra e procriar o gado para prover a família. É claro que existem muito mais coisas nessa parte da história, mas este espaço é demasiado pequeno para compartilhar tudo de uma vez.

Lembra do Bourdieu que eu comentei logo ali acima? Então, olha só o que ele fala num trecho do livro A Dominação Masculina: “A divisão entre os sexos parece estar “na ordem das coisas”, como se diz por vezes pra falar do que é normal, natural, a ponto de ser inevitável: ela está presente, ao mesmo tempo, em estado objetivado nas coisas (na casa, por exemplo, cujas partes são todas sexuadas)…”

O que você pensa quando ele fala que as partes da casa são sexuadas? Lembra daquela frase machista que diz que lugar de mulher é na cozinha? Então, tá explicado. Não somos o que somos, nós somos o nosso sexo biológico. Antes de sermos seres humanos somos encarados como masculino e feminino na nossa concepção inconsciente que nos foi herdada através de estruturas históricas datadas do período Neolítico.

Agora que você já entendeu levemente como “evoluímos” para o sistema do patriarcado, voltemos aos nossos tempos atuais, tempos modernos, da revolução das máquinas, da era digital.

Imagina que você é mulher, trabalha fora de casa 8 horas por dia. Como todo paulistano, você gasta 4 horas dentro de transportes públicos para se locomover, ou seja, só nessa brincadeira você já passou 12 horas fora de casa. Sorte a sua se conseguir chegar em casa sem uma encochada no ônibus, uma passada de mão ou até mesmo uma gozada na calça!

Você finalmente chega em casa. Seu companheiro tá lá, lindo e belo te esperando pra jantar. Que gentileza! Só que não. Ele tá lá te esperando pra jantar porque ele não fez nada pra comer, porque ele não sabe fazer, porque ele não foi ensinado a fazer. Ok, você vai lá e faz um revirado de qualquer coisa só pra ninguém morrer de fome.

Aí, olha só que legal, ele avisa que chamou uns amigos para darem uma passadinha por lá pra tomar uma, jogar conversa fora. Você, como qualquer mulher, não vai querer receber os amigos com a casa toda suja. Bora arrumar. É nessa hora que você vê a toalha que foi deixada molhada em cima da cama e agora ela está fedendo e empestiando os lençóis com o cheiro; que o lixo do banheiro está transbordando de papel, literalmente, praticamente uma cascata de papel e cocô; que tem uma cueca no box ou no chão do banheiro que tá todo molhado porque o seu querido companheiro não se enxugou adequadamente; que a louça do jantar tá lá na pia fazendo companhia pra louça do café da manhã que foi deixada junto com a do jantar de ontem! Até que finalmente você chega na lavanderia (carregando todas as roupas que foram largadas no chão no cantinho do quarto) e vê que o tapetinho do dog não foi trocado há, pelo menos, dois dias.

O que acontece a seguir?

A — O lançamento da uma bomba nuclear

B — A facada do “mito”

C — Um ATP (ataque de pelanca)

D — Todas as alternativas

Carga mental é aquele peso mental que sobrecarrega nós mulheres. Mulheres também trabalham, mulheres também tem responsabilidades que não são a casa, o lar. Mulheres também pagam contas, boletos, faturas, mensalidades. Nós somos socialmente condicionadas a cuidar da casa e dos filhos enquanto que os homens não tomam pra si sua parcela de responsabilidade dentro do lar, obviamente porque, até pouco tempo, isso nunca lhes foi cobrado.

Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas, meninos menores de idade gastam duas horas por semana com serviços domésticos, enquanto as meninas da mesma idade passam sete horas ajudando em casa. Mulheres acima de 18 anos chegam a passar 23 horas por semana cuidando dos afazeres de casa. 23 horas. Um dia inteiro!

Meninos, fazer atividades domésticas não é ajudar, é parte da obrigação de duas pessoas que se dispõem a morar juntas. Os votos são de companheirismo e lealdade, cumplicidade. Seja cúmplice na louça também.

Eu escrevi isso tudo aqui porque nós estamos exaustas das duplas jornadas. Exaustas de sermos sempre as últimas a ficarem prontas pra festa porque, antes de tudo, nós estávamos limpando, lavando ou arrumando primeiro os filhos. Estamos cansadas de termos que ficar nos preocupando se, na hora que a visita chegar, estará tudo pronto. Estamos cansadas não somente de executar as tarefas de casa, mas de planejá-las também, porque carga mental também diz respeito ao planejamento do lar, ao pagamento das contas.

Enfim, espero ter ajudado na compreensão do termo!

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Quarentemos

Eu sei que você já deve estar cansado de ficar em casa, quarentando, sem nada pra fazer. Mas a situação nos obriga a isso, pelo nosso bem e pelo nosso futuro.
Mas calma, como diz o provérbio “não há mal que nunca se acabe”. Uma hora tudo isso vai passar e poderemos voltar a nossa rotina habitual. Até lá trate de aquietar o traseiro dentro de casa e seguir as nossas dicas.

1. Vídeo chamadas cazamigas

Por aqui estamos as três reclusas em casa e o que nos ajuda muito é fazer vídeo chamadas pra matar um pouquinho da saudade e do tédio. Ah, e pra manter o papo em dia, claro! Estar em contato com os amigos e pessoas que nos fazem bem é essencial nessa fase que estamos passando. Você pode aproveitar e ligar praquele amigo ou amiga que gosta muito mas que a correria do dia a dia nunca te deixa vê-lo. Quem sabe não seja a hora de se reconectar?

2. Inspira, respira e não pira

Já pensou em meditar? Fazer yoga? Atividade física em casa? Pois então chegou a hora de parar de pensar e agir.
Meditar é uma das muitas técnicas usadas para controlar a ansiedade. Através do controle da respiração o corpo relaxa e a mente se desliga dos problemas atuais. E é assim que a nossa querida Gabi Cecon está conseguindo driblar a ansiedade. Anota aí as dicas que ela deu pra começar a meditar.
Se desligue de todas as distrações; procure um lugar na sua casa que seja confortável e tranquilo;
Se quiser pode colocar uma música de meditação;
Feche os olhos para se concentrar melhor;
Você pode começar se concentrando na sua respiração, no ar entrando pelas narinas e indo até os pulmões, se concentre no caminho que ele percorre pelo seu corpo;
Tente ficar ao menos dez minutos meditando e depois volte aos poucos.
No começo é difícil se concentrar mas com o passar dos dias você vai ver que vai ficar cada vez mais fácil, e ao final de cada meditação você se sentirá bem melhor.


Yoga também é outra prática que tem sido muito procurada por quem deseja manter o equilíbrio corporal e mental nessa quarentena. Ela utiliza técnicas de respiração aliada a posturas que beneficiam o corpo e a mente.
E que tal perder aqueles quilinhos indesejados? Como? Fazendo exercícios em casa. Sim, é possível. E é exatamente o que a nossa gatissíma Ana Quitéria está fazendo. A dica dela é a seguinte:
Escolha um horário de sua preferência;
Faça uma refeição leve ao menos 40 minutos antes de começar a se exercitar;
Coloque uma roupa leve;
Tenha sempre ao lado sua garrafinha de água.
Você pode escolher a modalidade que quiser. Várias redes de academias têm divulgado treinos em seus sites e os professores estão utilizando o Instagram e Facebook como plataformas para auxiliar o pessoal que quer manter a forma, mesmo dentro de casa. Então foco, força e fé.

3. Colorir pra sorrir

Eu sou suspeita pra falar desse tema pois eu amo um lápis de cor e um papel em branco. E se você não sabe desenhar não tem o menor problema. Você pode comprar livros pra colorir on-line. Mesmo com as medidas de reclusão alguns setores ainda estão funcionando e um deles é o de entregas. Essa semana mesmo eu encomendei meu livro e ele chegou em dois dias. De lá pra cá tenho me divertido muito entre as cores dos desenhos. E pra ajudar algumas pessoas têm postado em suas redes sociais dicas para colorir. Perfis no Instagram e Facebook ajudam dando dicas de como combinar cores, como pintar e quais lápis escolher na hora de colorir. Existem cursos on-line para quem quer aprender mais a fundo também. Euzinha, Sheila Chaves, fiz minha primeira pintura usando algumas técnicas que aprendi.

4. Voltar a ser criança

Quem aqui não tem saudade da sua infância, ein? Fase da nossa vida em que tudo é simples e mágico. E já que a criançada está em casa nada melhor que inventar brincadeiras pra eles (e a gente também) se divertirem. O YouTube tá cheinho de tutoriais e ideias pros pequenos se divertirem, desde receitas de slimes até jogos como o Twister. Tudo pra alegria da galerinha.

5. É o amor

Tem gente reclamando dos quilinhos a mais que estão ganhando durante a quarentena. Mas sejamos sinceros, tem coisa melhor que comer aquela comidinha gostosa feita com todo amor e carinho?
Que tal usar esse tempo livre pra testar aquelas receitas que você vive salvando no seu celular e nunca tem tempo de fazer. A hora é agora. E de quebra você pode aproveitar e ganhar um dinheirinho. Muitas pessoas têm apostado nos marmitex como opção de fugir da crise. Você nem precisa fazer grandes pratos, mas pode fazer aquele bolinho caseiro delicioso pra tomar com café, ou um brigadeiro docinho pra alegrar os dias dos amigos na quarentena. Faça e divulgue pelo seu condomínio, seu bairro e sua vizinhança. Não perca tempo não. E se for fazer brigadeiro me chama, porque eu amo um docinho.

6. É segredo

Já pensou em escrever num diário? Pode parecer coisa de adolescente mas muitas pessoas têm o hábito de escrever em diários. Você não precisa fazer como os adolescentes da nossa época faziam e escrever sobre seu primeiro beijo, mas você pode usá-lo como uma forma de terapia. Nele você pode escrever as suas angústias, os seus medos, as suas saudades e esperanças. Pode também colocar nele as suas metas e ao final do ano consultá-lo pra ver o que foi realizado e o que vai ficar pro ano que vem. Eu sempre escrevi em diários e todos os anos, quando faço o faxinão de ano novo, aproveito pra ler um por um. Muitas vezes dou risada das coisas que escrevi e pelas quais passei, e muito daquilo me serve como lição e aprendizado.

É isso minha gente.
Essa quarentena pela qual estamos passando é um momento muito importante pra todos nós. Precisamos ficar em casa, seguros e com a nossa família. Aproveite esse tempo para se voltar para dentro do seu lar e dentro de si próprio. Você pode descobrir coisas maravilhosas. Use esse tempo para estudar, brincar, estar mais perto da sua família e fazer coisas que você gosta. Em breve poderemos retomar nossas atividades e com certeza voltaremos diferentes, mudados e pra melhor. Então aproveite esse momento e use-o com sabedoria.

E mais uma vez: não esqueçam de lavar as mãos sempre!

Bjs.

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Comunicado

Queridxs, turu pom com vocês?

Como todos sabem, estamos enfrentando uma pandemia que nos tem obrigado a ficar em casa. Por esse motivo nessa semana não teremos um novo episódio do nosso podcast semanal.

Mas isso não significa que não teremos conteúdo. Estamos preparando uma listinha de coisas que podemos fazer durante a nossa quarentena. São dicas nossas de atividades que todos nós podemos fazer e que tem nos ajudado a manter os níveis de ansiedade calminhos durante os dias. Então se liga que logo logo postaremos algo novinho pra vocês.

Beijinhos e não se esqueçam de lavar muito bem as mãos ❤️

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05 – Miga, sua louca!

Quem é mulher sabe o quanto somos chamadas de loucas. Seja por uma desconfiança ou pelo simples fato de não se encaixar no padrão feminino. Quem não nasceu pra se casar, cozinhar ou ter filhos frequentemente é questionada sobre suas escolhas. Será que Freud pode nos ajudar a entender o caso? Para nos guiar nessa discussão chamamos a psicanalista Shai Vieira para bater um papo bem de amigas. Marminina, tá esperando o quê? Aperte logo esse play e vem com a gente!

Produção – Gabi Cecon e Ana Quitéria

Edição – Sheila Chaves

Sonoplastia – Júlio Pinto

Convidada – Shai Vieira

Música – Você é doida demais (Lindomar Castilho)

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04 – Masculinidade tóxica

O estereótipo masculino de herói durão faz com que os homens sejam enquadrados em ideais que se espera do gênero. São eles: heterossexualidade, físico apto (forte), corajoso, no controle, ativo, sexualmente experiente, prontidão sexual, fala firme, não demonstra emoções, sabe se defender, não chora, sexualmente impositivo, trabalhador, provedor, não comete erros, não desiste, aguenta o tranco, competitivo, bem-sucedido, bully, dominante em relação a mulher.
Todos esses são parâmetros sociais esperados de um homem. Quando um garoto se comporta de maneira diferente daquilo que é esperado deles, logo vem expressões ofensivas para os fazer lembrar de que aquela não é a maneira adequada de se comportarem, como: maricas, filho da mamãe, gay, bebzão, mulherzinha e por aí vai.
Isso se reflete nas relações sociais e pessoais. No sexo, a sociedade pensa a prática do sexo anal sempre como algo passivo, algo que é reservado somente aos homens homossexuais, como uma forma de prazer que substitui o sexo vaginal. Sabemos que essa prática é apenas mais uma e pode ser tão prazerosa quanto as outras. Mas então porque tanto tabu?
Para nos ajudar a desmistificar esse tema sobre um olhar masculino convidamos o ator e dublador Marcio Orochi para esse bate-papo delicinha.

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03 – Probleminha lá… Quem nunca?

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Neste episódio abordamos um tema pouco falado abertamente entre as mulheres, problemas na famosa ppk, vulgo, vagina.

Falamos sobre HPV, Sífilis, HIV, Gonorreia, Candidíase, etc, além de dar dicas de como fazer a pepeca ventilar.

Você sabia que agora ninguém mais usa o termo DST (Doença Sexualmente Transmissível)? O termo correto é IST, que significa Infecção Sexualmente Transmissível. 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada.

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“Todos os dias, há mais de 1 milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ​​entre pessoas de 15 a 49 anos, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Estamos vendo uma falta relativa de progresso em parar a propagação de infecções sexualmente transmissíveis em todo o mundo”, disse o Dr. Peter Salama, diretor executivo da Cobertura Universal de Saúde e do Curso de Vida da OMS.

Desde os últimos dados publicados em 2012, não houve declínio substancial nas taxas de infecções novas ou existentes. Em média, aproximadamente 1 em cada 25 pessoas no mundo tem pelo menos uma IST, de acordo com os números mais recentes, com algumas tendo múltiplas infecções ao mesmo tempo.ISTs mais comuns

O levantamento da OMS mostra que as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo são:Tricomoníase – 156 milhões Clamídia – 127 milhões de casos Gonorreia – 87 milhões Sífilis – 6,7 milhões

Além dessas, há outros tipos de ISTs que trazem riscos à saúde e apresentam cada vez mais resistência a medicamentos, como o mycoplasma.”

Fonte: http://bioemfoco.com.br/noticia/1-millhao-novos-casos-ist-diariamente-diz-oms/

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“Pesquisas mostram que o uso dos preservativos sexuais vem caindo ao longo dos anos, especialmente entre os jovens. As consequências da rejeição ao preservativo já são notadas pelas autoridades de saúde brasileiras. Segundo o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018, houve um aumento de 4.157% nos casos de sífilis no país.

Apenas em 2018, foram registrados mais de 246 mil casos entre sífilis adquirida, em gestantes e congênitas. Em relação às mortes, foram 241 – todas devido à sífilis congênita, que ocorre quando a mãe transmite a doença para a criança durante a gestação.

Em comparação com 2017, esses números representam um aumento de 25,7% nos casos em gestantes, 28,3% na adquirida e 5,2% na congênita.”

Fonte: https://pebmed.com.br/sifilis-aumento-mais-de-4-000-dos-casos-no-brasil/

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Erratas:
– O nome do medicamento utilizado para HIV é “antiretroviral” e não “retroviral”.
– Candidíase não é transmitida por relação sexual.

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Participação especial da Dra Beatriz Barbosa. Sigam ela no Instagram.
www.instagram.com/dra.beatrizbarbosa